7/12/2008

By logus01

7 de Dezembro de 2008.

O Club de Regatas Vasco da Gama pela primeira vez em seus gloriosos 110 anos de história vai jogar a série B do Campeonato Brasileiro.

Sem dúvida, decepção. Recordo que no começo de 2008 li vários artigos de “analistas esportivos” apontando o Vasco como possível rebaixado na série A daquele ano. Confesso que nem me importei muito, ao que tudo indicava o Vasco vinha bem e iria continuar assim. Veio o segundo semestre e sua primavera. Jean foi embora, Morais abandonou a náu, mudanças políticas, administrativas… Eram mares cada vez mais turbulentos.

O presidente e ídolo foi às TVs, e como incondicional vascaíno(ou incondicional presidente) negava qualquer hipótese de rebaixamento. Repórteres diziam que a torcida deveria comparecer aos jogos para apoiar o time enquanto na Série A, antes que o pior acontecesse. A torcida compareceu, lotou, gritou até o último instante – 48 minutos do segundo tempo – Vasco 0 x Vitória 2. Fim ao sofrimento, enfim rebaixados.

E esses 93 minutos que determinaram o destino do Vasco se resumiram em duas palavras: angústia e esperança.

Não era um jogo comum. Do lado de fora de São Januário a torcida vascaína mantinha os corações ao alto. Ninguém estaria ali para o pior, e caso acontecesse, não iriam se abalar. Durante o jogo a tal da angústia tomou conta da torcida vascaína, que mesmo com todos os resultados desfavoráveis gritava sinicamente “É só ganhar, Vasco!”. O primeiro gol do Vitória foi um duro golpe para a torcida, que reagiu com um misto de surpresa e desespero até recordar-se do apelido que o time ganhara – “O time da virada”. A torcida voltava à cantar, como quem esperava um milagre. 2×0 Vitória. Alguns choraram, a maioria não se calou. Ao apito do árbitro, a massa, já sem a percussão ou bandeiras torcia somente com seus pulmões. E cantaram o hino do glorioso clube, alguns (merecidos) insultos ao ex-presidente, homenagens ao contestado Edmundo e as típicas declarações ao Clube que amavam. Pai Santana, já debilitado, foi-se embora numa cadeira de rodas enquanto a agradecida torcida gritava seu nome. Fazia um sinal de positivo, com um sorriso no rosto de quem já teve a experiência de passar por grandes dificuldades mas nunca se abater.

E após este dia 7 de Dezembro de 2008 a atuação da torcida, dirigentes e jogadores mudou. 2009 não será somente o ano da volta à Série A. Será também a reafirmação de uma torcida, de um sentimento e de um lema – “O Sentimento não pode parar”.

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