Arquivo da categoria ‘Vasco da Gama’

Edmundo – 17 anos de futebol

Maio 1, 2009

Texto feito pra comunidade “Edmundo, obrigado por tudo” – http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=27212390
Edmundo
Talvez os 17 anos de carreira não sejam suficientes para resumir a importância do Edmundo. Começou sua carreira em 1992, e não tardou para encantar os vascaínos, com seu jeito ora irreverente, sincero ora agressivo.
Edmundo foi uma figura provocadora e polêmica, que jogava com o coração(cruzmaltino, diga-se de passagem) na ponte da chuteira . Há quem, porém, prefira ressaltar os pontos negativos da carreira do Animal ao lembrar dos bons momentos que lhe conferiram este apelido. Penaltis perdidos só acontecem com quem tenta, e Edmundo tentou. Chamou a responsabilidade nos momentos decisivos, quando se entregava de corpo e alma, como se aquele relvado fosse o último palco de sua vida. Foi protagonista desses momentos mágicos, que o país todo pára pra ver. Quem não se lembra do show de Edmundo contra o Manchester ou no campeonato de 1997? Edmundo foi fibra, garra, sinceridade, coragem e dedicação. Amou o Vasco acima de tudo, e não o abandonou no seu momento mais difícil. Obrigado, Edmundo, por tudo.

Adão Antônio Brandão

Abril 30, 2009

O primeiro herói foi Adão


Adão Antônio Brandão Portella, português, é considerado o maior atleta da história do Vasco, como o que mais conquistou medalhas em sete diferente modalidades. Adão Brandão obteve seu maior sucesso no recém-chegado futebol, quando marcou o primeiro gol do Club de Regatas Vasco da Gama na derrota por 10×1 para o Paladino F.C.

Matéria publicada no Lance!, de autoria de Ricardo Linhares:
“Rio de Janeiro, 21 de agosto de 1898. Em homenagem ao quarto centenário do feito do navegador Vasco da Gama, que descobriu o caminho marítimo para as índias, alguns rapazes, todos portugueses ou filhos de portugueses, resolveram fundar um clube de regatas. Assim, nasceu o Club de Regatas Vasco da Gama.

No dia seguinte, do outro lado do Oceano Atlântico, mais precisamente na cidade de Penafiel, em Portugal, o pequeno Adão Antônio Brandão completava dois anos de idade. Nessa época, Tuja, apelido dado pela família, nunca
ouvira falar no Rio de Janeiro, muito menos poderia imaginar a dimensão do feito daqueles rapazes que haviam acabado de fundar o Vasco da Gama. Bom, então o que essas duas histórias têm em comum?

Para explicar a ligação, nada melhor do que as simpáticas Dona Rosinha, 91 anos, viúva de Adão (falecido em 1978), e Regina Maria, uma das duas filhas do casal.

­ Em 1912, como castigo por se dedicar mais aos esportes do que ao estudo, Adão foi “deportado” para o Brasil pelo pai, Francisco Manoel Pinto Brandão, que era juiz de Direito, para trabalhar na fábrica de calçados que pertencia a seu tio. Pouco depois de chegar ao Rio de Janeiro, seus colegas de fábrica lhe apresentaram ao clube no qual se consagraria como o maior atleta de todos os tempos, o Vasco ­ relembram, sem esconder o orgulho e a saudade.

Foi paixão à primeira vista. Sempre esbanjando amor à camisa, Adão defendeu o Vasco em sete modalidades esportivas. Ajudou a criar a seção de futebol, fez o primeiro gol da história do clube, participou do primeiro título na primeira divisão… Bom, vamos por partes.

No atletismo, Adão foi um bravo. Certa vez, com a contusão do atleta que disputaria as provas de curta distância, foi convocado às pressas e prometeu que superaria Malagutti, o então campeão brasileiro dos 200 metros rasos. Quase todos duvidaram. Dito e feito! Treinou com afinco, superou limites e chegou lá, surpreendendo àqueles que não conheciam seu amor pelo Vasco.

No remo, foi imortal. Campeão carioca em 1919 e 21, ajudou o clube a conquistar outros inúmeros troféus e medalhas. Segundo Dona Rosinha, era o esporte que mais gostava, além de ter sido o primeiro que teve o prazer de praticar pelo Vasco.

Agora sim, voltemos ao velho esporte bretão. No futebol, pode-se dizer, sem medo de errar, que Adão foi um traço de união entre Brasil e Portugal. Em 1915, jogava constantemente pelo Lusitânia, clube fundado pela colônia portuguesa. Mas vestir outra camisa não lhe agradava, e a solução foi participar ativamente da fusão do Lusitânia com o Vasco, concretizada em tempo recorde.

Em 1916, o Vasco ingressou na terceira divisão carioca. A estréia não poderia ter sido pior. No dia 3 de maio, o Paladino F.C. venceu por 10 a 1. O gol de honra, quando o placar já apontava 8 a 0, foi marcado por Adão, de bico de chuteira, desviando um chute torto que veio da direita.

Mesmo com o insucesso, o Vasco foi crescendo ano a ano, assim como sua torcida. A popularidade e a força do clube aumentaram quando negros, mulatos, caixeiros e comerciantes foram aceitos no time de futebol. Assim, chegou ao primeiro título, em 1920: campeão carioca de segundos quadros.

Adão estava lá. Além de participar na campanha de 20, ajudou a fazer a cabeça dos que ainda defendiam a idéia de que apenas “garotos de família” deviam jogar futebol. Resumindo: seu papel ativo ultrapassou a prática e alcançou a democratização do esporte.

Justiça seja feita, nessa época Adão não tinha olhos só para o Vasco. A madrinha do time de futebol, filha da sócia número 1 do Vasco, Avelina Fernandes Portella, chamava a sua atenção. O nome?

­-Tornei-me madrinha em 1921, com 13 anos. Meu pai, Alberto, era da diretoria e minha mãe, Avelina, fez a primeira bandeira do Vasco e tecia carapuças de crochê para os atletas. Acabou tornando-se sócia numa época em que só homens tinham tal privilégio – recorda Rosa Portella Brandão, a Dona Rosinha.

Só que o namoro ficou para mais tarde. No ano seguinte, em 22, o Vasco foi campeão da Série B carioca (segunda divisão). Adão não participou da conquista porque estava em Portugal, visitando a família. Em 23, veio o inesquecível título carioca logo no ano de estréia na primeira divisão. Adão atuou apenas do segundo jogo ­ vitória de 3 a 1 sobre o Botafogo. Essa passagem é relatada pelo próprio punho, num livro guardado com carinho pela filha Regina: “Em 22, estava em Portugal. Quando voltei, encontrei o Vasco
na primeira divisão, mas devido ao preparo físico, eu só pude ficar como reserva… …como na época não havia distensão muscular, os reservas quase não jogaram!”, contou Adão.

Porém, não foi a forma física que o fez abandonar campos, raias, pistas e demais canchas esportivas (também praticou natação, pólo-aquático, tiro e tênis de mesa, sempre pelo Vasco). E sim, a idéia de se casar com Rosa, com quem, em 24, finalmente começara a namorar.

A família vascaína compareceu em peso ao casamento de Adão e Rosa, no dia 22 de setembro de 1927. Cinco meses antes, todos, inclusive os noivos, se encontraram em outra solenidade, a de inauguração de São Januário, então maior estádio da América Latina. Um símbolo de orgulho da história do clube.

Adão constituiu família e continuou ligado ao Vasco, tendo sido tesoureiro e diretor do clube. Após o nascimento das filhas Yolanda e Regina, passou a ser apenas torcedor. Sempre presente aos estádios, vibrou com as inúmeras conquistas do “Expresso da Vitória”, nas décadas de 40 e 50.

Quando sua mãe, Dona Maria da Graça, veio ao Brasil pela primeira vez, na década de 40, Adão logo ensinou-lhe a gostar do Vasco. E a dupla passou a ser figurinha carimbada nos jogos em São Januário e nas regatas na Baía de Guanabara.

Aliás, transmitir seu amor pelo Vasco foi tarefa que cumpriu sem falhas. Além das duas filhas, Dona Rosinha tem quatro netos e cinco bisnetos (o sexto está a caminho), que formam um time de vascaínos:

­-O Duda está com 15 anos e não perde um jogo do Vasco -­ diz, referindo-se ao neto Zé Eduardo.

Será preciso procurar o Duda para falar da decisão da Taça Libertadores, na próxima quarta-feira, contra o Barcelona, de Guayaquil? Que nada! Fala, Dona Rosinha.

­-Acho provável de o Vasco ser o campeão. Em todo o caso, vou prender um lenço no pé da cadeira para amarrar o Barcelona. Minha mãe fazia isso nos jogos importantes e sempre dava certo ­- contou Dona Rosinha, que ainda assiste a todos os jogos do Vasco e confessa que fica nervosa durante os 90 minutos.

Com tantas e tantas passagens de amor e dedicação ao clube, será que dá para definir o que o Vasco representa na vida dessa família. Dona Regina responde primeiro:

­-O Vasco faz parte do dia a dia de nossa família, que não existe sem as recordações do Vasco – filosofa.

­-E também representa uma saudade muito grande. Inclusive, conhecer o meu saudoso marido ­ interrompe Dona Rosinha.

Falta saber o que o Vasco representava para Adão Antônio Brandão. Nesse momento, a viúva do maior atleta do Vasco em todos os tempos é traída pela emoção:

­-Representava tudo. Pelo Vasco, ele era capaz de qualquer sacrifício. Ele sempre foi Vasco, nunca teve simpatia por qualquer outro clube. Ele era Vasco, Vasco, Vasco, até morrer. O Adão ficou doente em 1971, teve que retirar um coágulo no cérebro. Quando se recuperou, logo foi recortar coisas sobre o Vasco para fazer álbuns sobre o clube. Quando a doença se agravou, passou a se esquecer dos tempos da fábrica, da infância em Portugal. Mas do Vasco, isso nunca! ­ recordou emocionada, tentando segurar as lágrimas.

Hoje, certamente, também é dia de festa no céu.”

7/12/2008

Abril 30, 2009

7 de Dezembro de 2008.

O Club de Regatas Vasco da Gama pela primeira vez em seus gloriosos 110 anos de história vai jogar a série B do Campeonato Brasileiro.

Sem dúvida, decepção. Recordo que no começo de 2008 li vários artigos de “analistas esportivos” apontando o Vasco como possível rebaixado na série A daquele ano. Confesso que nem me importei muito, ao que tudo indicava o Vasco vinha bem e iria continuar assim. Veio o segundo semestre e sua primavera. Jean foi embora, Morais abandonou a náu, mudanças políticas, administrativas… Eram mares cada vez mais turbulentos.

O presidente e ídolo foi às TVs, e como incondicional vascaíno(ou incondicional presidente) negava qualquer hipótese de rebaixamento. Repórteres diziam que a torcida deveria comparecer aos jogos para apoiar o time enquanto na Série A, antes que o pior acontecesse. A torcida compareceu, lotou, gritou até o último instante – 48 minutos do segundo tempo – Vasco 0 x Vitória 2. Fim ao sofrimento, enfim rebaixados.

E esses 93 minutos que determinaram o destino do Vasco se resumiram em duas palavras: angústia e esperança.

Não era um jogo comum. Do lado de fora de São Januário a torcida vascaína mantinha os corações ao alto. Ninguém estaria ali para o pior, e caso acontecesse, não iriam se abalar. Durante o jogo a tal da angústia tomou conta da torcida vascaína, que mesmo com todos os resultados desfavoráveis gritava sinicamente “É só ganhar, Vasco!”. O primeiro gol do Vitória foi um duro golpe para a torcida, que reagiu com um misto de surpresa e desespero até recordar-se do apelido que o time ganhara – “O time da virada”. A torcida voltava à cantar, como quem esperava um milagre. 2×0 Vitória. Alguns choraram, a maioria não se calou. Ao apito do árbitro, a massa, já sem a percussão ou bandeiras torcia somente com seus pulmões. E cantaram o hino do glorioso clube, alguns (merecidos) insultos ao ex-presidente, homenagens ao contestado Edmundo e as típicas declarações ao Clube que amavam. Pai Santana, já debilitado, foi-se embora numa cadeira de rodas enquanto a agradecida torcida gritava seu nome. Fazia um sinal de positivo, com um sorriso no rosto de quem já teve a experiência de passar por grandes dificuldades mas nunca se abater.

E após este dia 7 de Dezembro de 2008 a atuação da torcida, dirigentes e jogadores mudou. 2009 não será somente o ano da volta à Série A. Será também a reafirmação de uma torcida, de um sentimento e de um lema – “O Sentimento não pode parar”.

Sentimentalismo.

Novembro 9, 2008

O primeiro a lutar por seus ideais. Valente, intrépido como o homenageado. O Club de Regatas Vasco da Gama deixou de ser uma instituição somente esportiva. Tornou-se algo próximo de um fanatismo. Seus seguidores, que não são poucos, comparecem. Em coro unissono, bradam declarações de amor. A cruz de malta tremulante, hasteada ao topo do universo, sintetiza os sentimentos da nação. E esta mesma cruz, marcada no peito de cada um destes seguidores, confirma a paixão que os faz estarem ali. Afinal, o sentimento nunca parou nem nunca irá parar.

Finais, eleições e assuntos gerais

Julho 2, 2008

Muitas coisas para falar, nem tanto tempo nem espaço para escrever. Vamos lá:

1-Acabou a Eurocopa. Espanha campeã, em cima de uma inexpressiva Alemanha. A falha de Lahm no gol espanhol foi sensacional, retratou bem o estado dos alemães no jogo: Sonolentos.

2-Já o Fluminense… bem, o Fluminense revelou o time que é. Não adianta usar essa desculpa de altitude que os próprios jogadores assumiram que a altitude não importou em nada. O problema é a incompetência.

E dá-lhe LDU!

3-Enquanto isso, no Vasco:Roberto Dinamite

Dinamite presidente :)

Obrigado por tudo, Eurico, não fará falta.

E o 4 é uma coisa boba, mas que eu acho que pode(e vai!) ser divertido: Criei um time no Cartola F.C.

Procurem lá: Futebolizando – Rumo à liderança do Brasil!